Riscos psicossociais entraram na gestão de riscos da empresa

A gestão de riscos ocupacionais passou a contemplar explicitamente os fatores psicossociais. Isso significa identificar, avaliar, controlar e documentar — com método, não com boa intenção.

Eliana Sorrini em atuação sobre saúde mental e riscos psicossociais no trabalho
Por que isso mudou o jogo

Saúde mental deixou de ser tema voluntário nas empresas.

Enquanto o assunto era tratado apenas como bem-estar, cada empresa decidia se e como agir. Ao entrar na estrutura de gestão de riscos, o tema passa a exigir processo, responsáveis e comprovação.

A consequência prática é direta: sem diagnóstico e plano, a organização fica exposta a passivos trabalhistas, afastamentos e perda de produtividade que poderiam ter sido antecipados.

O caminho da adequação, em quatro etapas

1

Levantamento

Identificação dos fatores de risco psicossocial presentes em cada área e função.

2

Avaliação

Análise de probabilidade, severidade e população exposta, com priorização técnica.

3

Medidas de controle

Ações sobre a organização do trabalho, não apenas sobre o indivíduo.

4

Evidências e revisão

Registro do processo, comunicação interna e revisão periódica dos resultados.

Sua empresa já mapeou os riscos psicossociais?

Perguntas frequentes

O que são riscos psicossociais?

São fatores da organização do trabalho capazes de afetar a saúde mental das pessoas — como sobrecarga, jornada, falta de autonomia, assédio, metas inatingíveis, comunicação falha e ausência de suporte da liderança.

O que a empresa precisa demonstrar?

Que identificou esses riscos, avaliou seu impacto, adotou medidas de controle e mantém acompanhamento documentado, integrando o tema ao processo de gestão de riscos ocupacionais.

Basta aplicar um questionário de clima?

Não. O questionário pode ser um instrumento, mas a gestão exige análise dos dados, plano de ação com responsáveis e prazos, ações efetivas e revisão periódica.